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Post-mortem

10/03/2010

Imperdível: no blog de Paulo Roberto Pires, o escritor holandês Cees Nooteboom procura, no cemitério São João Batista, o túmulo do escritor brasileiro Machado de Assis. “Quem?” Tarefa imperdoavelmente difícil.

14 Comentários

  • Milton Ribeiro 10/03/2010em14:46

    Credo!

  • Rosângela 10/03/2010em14:49

    Ele foi enterrado ali?

    Ou estão falando de algum machado de algum Assis?
    É uma pegadinha?

  • pedro curiango 10/03/2010em17:05

    Sérgio:
    Tive experiência igual. Cheguei a Caxias, no Maranhão, e, na praça principal da cidade, procurei obter numa farmácia onde estavam várias pessoas, alguma informação sobre qualquer coisa comemorativa de Gonçalves Dias. Museu? Alguma praça? Alguma estátua? Nada, ninguém sabia de nada. E o melhor foi o comentário do farmacêutico: “Sempre morei em Caxias. Esta família não é daqui.” Naquele grupo de moradores de Caxias, ninguém jamais ouvira falar o nome do mais importante filho da cidade.

    • Deusdedit Ferreira Rodrigues 11/03/2010em09:52

      Meu caro Sérgio. Realmente existe uma dívida muito grande do Governo Maranhense com o poeta Antonio Gonçalves Dias. Gonçalves Dias entretanto, como lhe disse o farmacêutico, não é filho da Cidade de Caxias, ele nasceu na propriedade Boa Vista, na Fazenda Jatobá, hoje, no Município de Aldeias Altas, lá existiam até algum tempo atrás, estacas de “aroeira”, abandonadas por sinal, que pertenceram à Casa onde nasceu Gonçalves Dias. Lá também foi construído um monumento, salvo engano no Governo de Newton Bello, o popular “Cara de Onça”, mas vivia a algun anos atrás, lamentavelmente, em completo abandono. Ha muito anos visitei aquele monumento no local onde nasceu Gonçalves Dias, salvo engano, em 1982, e para chegar lá, tivemos que usar os serviços de um caboclo, abrindo picada a facão, para chegar-se ao monumento abandonado. Hoje, segundo notícias vagas, a situação está um pouco melhor. Mas ainda, não tratada com o devido respeito, a memória histórica das nossas personalidades ilustres. Para sua informação, hoje existe ônibus diário de Caxias, que passa por Aldeias Altas e segue cruzando o município e passando,pelo povoado Jatobá. Esse ônibus parte da chamada Rodoviária da Pracinha do Cemitério. Na época em que estive lá, eu elaborei a Monografia de Aldeias, altas que ainda persiste, com as atualizações feitas pela Secretaria da Educaçãop e Cultura do Município.
      Eu sou daquele município, nasci na Fazenda Novo Estado, e vivi, toda a infância correndo as veredas de Aldeias Altas, cuja sede se localiza na Antiga Fazenda São João, a conhecida “São João do Alderico” então pertecente a Caxias, e mais precisamente, entre a Fazenda Cajueiro do Vicente Lima e a Fazenda Novo Estado do Benedito Franco.
      Vivo a 36 anos no Município de Rinópolis (SP), 36 anos como funcionário da Câmara Municipal de Rinópolis. Pretendo porém dentro em breve voltar para Aldeias Altas onde já tenho um pedacinho de terra, chamada até de forma acintosa pelo antigo proprietário de “Fazenda Novo Mundo” que fica à margem da estrada que leva ao Jatobá. E lá continuar as minhas pesquisas, paramelhor informar sobre a vida e a obra do mais ilustre literato maranhense. Aquí publiquei um modesto livro “Vozes d Alma”, onde entre outros contos e poesias, falo um pouco da minha infância na Fazenda Cajueiro.
      Se for do seu interesse, envie-me o seu endereço, e lhe mandarei, sem quaisquer custos ou despesas, um exemplar. Abraços. Deusdedit (drodbardo@hotmail.com).

    • Laurindo 11/03/2010em12:39

      Pedro, isso aconteceu porque o grande nome da literatura do Maranhão é o “grande” José Sarney. Da próxima vez, experimente perguntar por ele.

    • pedro curiango 12/03/2010em00:36

      Deusdedit Ferreira Rodrigues disse:”‘tivemos que usar os serviços de um caboclo, abrindo picada a facão”
      ++++++++++++++++++=
      Problema meu: esqueci de levar o facão…

  • Manuel Carreiro 11/03/2010em08:38

    Muito estranha essa historia. Os corpos de Machado e Carolina nao foram transportados para o Mausoleu da ABL dentro do Cemiterio, em 1999? Portanto, nao deveria ser assim de tao dificil acesso e informacao…

  • Manuel Carreiro 11/03/2010em08:40

    Bom, so agora li o post completo, deveria te-lo feio antes de comentar aqui. O mausoleu eh citado. Realmente o cemiterio eh uma bagunca.

  • carlos iconoclasta 11/03/2010em09:32

    Talvez seja melhor assim…
    -Descanse em paz, nobre senhor escritor, onde quer que esteja. (Com trocadilho).

  • Maria Alice 11/03/2010em09:35

    Bom dia!!

    Isso não é de se estranhar, embora ache lamentável!!
    Mas, rei morto rei posto.
    Porisso meu amigos fazer o que se pode em vida.
    Depois de morto, para muitos ja era.

  • Denise caetani Fonseca Rodrigues 11/03/2010em11:03

    eU GOSTARIA DE AO FAZER UMA VISITA EM CEMITÉRIOS, PASSAR POR MONUMENTOS DOS QUE FIZEREM DESTE país algo de maravilhoso para nos lembrar…Cemitério é pra min o lugar mais triste que existe, mas na minha cidade, Alfenas.MG,quando eu era pequena eu ficava triste de visitar com a Mamãe o cemitério, mas, quando passava por um túmulo no que se diziam ser de Cecilia Meireles, nossa, eu ficava encantada….tenho alguns acervos dela, e um deles é esta frase: Aprendi com a primavera a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira.Não sei dizer a voçes se ela realmente foi enterrada lá, mas eu acredito até hoje. Grande Cecília Meireles, Grande machado de Assis Beijos a todos DENISE

  • Cristovam Fonseca 11/03/2010em11:10

    Muito interessante. Um exemplo do quanto Machado de Assis atravessou fronteiras e é um destaque.

  • Gilberto Costa - Belo Horizonte 11/03/2010em14:44

    No post anterior Giovane Tezza dizia que ninguém na longínqua Australia conhecia a literatura brasileira, então a vinda dos nórdicos atrás do tumulo de Machado contradiz a afirmativa, mas nos revela uma triste realidade. Os de hoje, entupidos de “cultura” de realitY-shows realmente não sabem e nem se interessam em saber quem o foi o grande Machadinho. Sorte a nossa que temos o bom gosto pelas letras e podemos conhecer o que de melhor foi feito em nossas plagas.

  • C. S. Soares 11/03/2010em18:19

    A respeito de Machado, eu mesmo passei por essa situação.

    Ao terminar o ‘Santos Dumont Número 8’ estive no São João Batista para conhecer o túmulo de Santos Dumont (foi a primeira vez que estive naquele cemitério).

    Aproveitando que estava por lá, perguntei pelo túmulo de Machado. Ninguém sabia me informar onde ficava.

    Perguta daqui e dali, cheguei com alguma dificuldade ao mausoléu da ABL.

    Lá, na época, além do ‘novo’ túmulo, onde jazem Machado e Carolina, conheci (e fotografei) a campa da antiga sepultura.

    Tirei as fotos sem problemas. Também cliquei as alvas e muito simples gavetas de Guimarães Rosa (17) e Manuel Bandeira (18), além do assombroso túmulo de José de Alencar, nas proximidades do mausoléu acadêmico.

    E estas fotos, certamente, serão tema de um futuro estudo (nada fantástico, pois a morte não nos devia surpreender) antecipado pelo seguinte trecho que copio do próprio “Santos Dumont Número 8”:

    Marcel Proust, ilustre morador da quadra entre as avenidas Thuias e Transversale, número 2, no Pére Lachaise…

    Sim, como Noteboom, eu também estive lá, claro.