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Sciascia, Zé Rubem

04/08/2009

(…) é evidente que ainda não se ressaltaram, conveniente e convincentemente, as qualidades que converteram a obra de Leonardo Sciascia em uma das mais importantes precursoras da profunda renovação da literatura policial ou romance negro que se produziu nas últimas décadas do século passado e que sobrevive até hoje. Às vezes, aliás, nem se recorda que, ao lado de autores como o brasileiro Rubem Fonseca e o americano Donald Westlake (em seu momento literariamente distantes entre si, mas conectados pelas exigências da época e o esgotamento de um certo tipo de escritura), Sciascia foi um dos encarregados de estabelecer, na década de 1960, os pressupostos estéticos e sociais do que seria a revolução conceitual que acabaria por conferir um caráter literário e social indiscutível à narrativa policial.

Foi uma surpresa agradável ver que, fazendo no “Babelia” do último sábado uma defesa do excelente Leonardo Sciascia, seu xará Padura – um autor cubano de quem li apenas o bom “Adeus Hemingway”, daquela coleção Literatura ou Morte da Companhia – acaba por trazer de cambulhada em sua vindicação um velho conhecido nosso.

4 Comentários

  • Thiago Maia 04/08/2009em16:42

    SR, você tem notícia de continuidade de publicação de Sciascia, e principalmente de John Fowles, pelo Alfaguara? Você já leu e gosta de John Fowles? Um abraço a todos.

  • Carlos 04/08/2009em16:57

    Alfaguara, se liga: mais Sciascia!

  • Carlos Eduardo 04/08/2009em19:40

    Faço coro ao Carlos:

    Alfaguara, se liga: mais Sciascia!

    *
    Quanto á Agir: onde está o relançamento da Obra de Fonseca? Não quero mais a companhia da antiga editora…

  • Sérgio Karam 04/08/2009em22:03

    O Sciascia é bárbaro. Bem que a Alfaguara podia reeditar os livros dele já publicados pela Rocco e publicar os inéditos em português. Quanto à “distância” literária entre o Rubão Fonseca e o Donald Westlake, lembro que ambos eram publicados pela editora Artenova nos anos 70. Acho que o Fonseca era uma espécie de consultor do Álvaro Pacheco (editor da Artenova), mas alguém teria que perguntar isto a ele. Lembram dos Vonneguts naquelas edições sem costura que se despedaçavam entre os dedos? E do fabuloso SOB O VULCÃO, do Malcolm Lowry? Pois é, tudo da Artenova, que sumiu no mundo.

    Sérgio, outro artigo muito bom do Babelia de sábado passado é aquele sobre a nova literatura argentina. Chega a dar água na boca! E a grande novidade é uma escritora de 85 anos!!! Pode? Abraços.