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A biografia mal escrita de Martin Amis e outros links
Pelo mundo / 11/11/2011

É cruelmente divertida a resenha de Geoff Dyer (no “Financial Times”, acesso livre) sobre a recém-publicada biografia de Martin Amis (foto), escrita por Richard Bradford. Dyer defende a tese de que Amis rompeu com seu biógrafo não por desaprovar as revelações do livro (não há nenhuma, segundo ele), mas por ser alérgico a textos mal escritos. Depois de listar mais um de muitos exemplos de prosa pedregosa, observa: Seria possível argumentar que isso é só um deslize, um momento infeliz de descuido, e que é injusto, ao resenhar um livro cujo propósito é fornecer fatos, deter-se em defeitos de estilo. Se Bradford estivesse escrevendo a história da vida de um almirante reformado, talvez tal atenuante funcionasse. No entanto, como já apontou seu biografado, o estilo não é algo que se acrescente posteriormente ao texto, como um bonito papel de embrulho. É a própria coisa, o dom em si. E quando as frases começam a escapar do autor, todo o resto vai junto – a impaciência do escritor se transmite ao leitor. Estamos perto daquela famosa frase provocadora de Vladimir Nabokov, não por acaso um favorito de Amis: Estilo e Estrutura formam a essência de um livro; idéias grandiosas são besteira….