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Nobel: façam suas apostas. Eu fiz a minha
Pelo mundo / 10/10/2012

O mundo britânico das apostas, que tem na Ladbrokes seu principal palácio, não entende nada de literatura. Mesmo assim, todo ano movimenta fortunas às vésperas do prêmio Nobel de literatura, que será anunciado amanhã. Os jogadores da Ladbrokes, vindos virtualmente dos quatro cantos do mundo, não precisam ter lido um único livro do japonês Haruki Murakami (foto) para levá-lo ao topo da lista de favoritos – que é, confortavelmente, sua posição atual, depois que arrefeceu o ímpeto do azarão Bob Dylan. Os apostadores apostam em tudo o que for possível apostar, de corridas de cachorros a quem será o próximo arcebispo de Canterbury. Bastam rumores, palpites que por alguma razão soem mais convincentes do que outros, suposições de informação privilegiada. Não costuma dar certo: a Academia Sueca é competente em garantir que o resultado do prêmio nunca vaze e quase sempre surpreenda – para o bem e para o mal. Isso não se deve ao fato de os clientes da Ladbrokes não entenderem de literatura. Gente profundamente enfronhada no meio não se sai melhor nessa hora. Prêmios culturais têm mais em comum com jogos de azar do que seus promotores gostariam de admitir. De qualquer modo, o ranking de escritores…